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Esquistossomose: Transmissão, Ciclo, Prevenção e Tratamento

A transmissão da esquistossomose ocorre através da água doce contaminada. Sua prevenção consiste em evitar o contato com essas águas. A esquistossomose, xistose ou barriga d’água pode não apresentar sintomas por muitos anos.

Quando há sintomas iniciais da esquistossomose, eles podem incluir:

  • Vermelhidão e coceira no local da infecção pelo parasita;
  • Febre e dor de cabeça;
  • Calafrios e suor aumentado;
  • Fraqueza, dores musculares e falta de apetite;
  • Tosse, dor de barriga e diarreia;
  • Enjoos e vômito;
  • Inflamação e aumento de tamanho do fígado, que fica sensível ao toque.

Os sintomas da esquistossomose crônica (que dura muito tempo ou a vida inteira) podem incluir:

  • Diarreia constante e prisão de ventre em períodos alternados;
  • Tontura e dor de cabeça;
  • Sensação de estômago cheio;
  • Barriga dolorida e sensível ao toque;
  • Coceira no ânus;
  • Palpitações (sentir nitidamente as batidas do coração) e impotência;
  • Perda de peso;
  • Lesões no fígado e baço, que aumentam o seu tamanho;
  • Surgimento de varizes no esôfago devido ao entupimento do órgão digestivo pelo parasita;
  • Presença de sangue no vômito e nas fezes.

Se a forma crônica da esquistossomose evolui para um caso mais grave, a perda de peso e a fraqueza ficam mais evidentes e o volume abdominal aumenta bastante, razão pela qual a doença também é chamada de barriga d’água.

Sobre a Esquistossomose Mansônica

A esquistossomose mansônica é uma doença causada pelo parasita trematódeo Schistosoma mansoni que tem o homem como hospedeiro definitivo e vive, mais precisamente, em seu mesentério (órgão que prende o intestino ao abdômen). Seus hospedeiros intermediários são os caramujos do gênero Biomphalaria.

A esquistossomose pode evoluir para a neuroesquistossomose, onde os parasitas se alojam na medula, causando paralisias. A esquistossomose também pode evoluir para um quadro fatal, provocando a morte do paciente.

Há, ainda, outros tipos de esquistossomose provocadas por outros parasitas da família Schistosomatidae, mas apenas o Schistosoma mansoni está presente no Brasil e na América.

Transmissão da Esquistossomose – Ciclo de Vida do Parasita

A transmissão da esquistossomose acontece através do contato de uma pessoa com a água contaminada pelas larvas do Schistosoma mansoni. 

Os ovos do parasita que infectou um indivíduo são eliminados por meio das fezes humanas que, ao entrarem em contato com a água, eclodem e liberam as larvas (miracídios).

Os miracídios infectam os caramujos (hospedeiros intermediários) cujo habitat natural é a água doce. Após 4 semanas as larvas deixam os caramujos já no formato de cercarias e passam a viver livremente na água doce, onde ocorre o contato com o ser humano (hospedeiro definitivo) e a consequente infecção.

O homem começa a liberar os ovos do verme pelas fezes 5 semanas após a infecção e pode ficar de 6 a 10 ou 20 anos os liberando.

A esquistossomose não é transmitida através de vetores. Os caramujos são apenas hospedeiros intermediários das larvas do Schistosoma mansoni.

Prevenção/Profilaxia da Esquistossomose

A prevenção ou profilaxia da esquistossomose consiste em evitar o contato com as águas onde os caramujos que são hospedeiros intermediários das larvas vivem, como rios e lagos.

A Esquistossomose tem Cura?




Sim, a esquistossomose tem cura e seu tratamento é curto e feito com remédios em dose única, como o Praziquantel.

Tratamentos para Esquistossomose – Barriga D’água

O tratamento da Esquistossomose é feito com medicamentos antiparasitários. O mais utilizado é o Praziquantel 600 mg, escolha de primeira linha.

O uso de Praziquantel pode curar de 75 a 95% dos pacientes e/ou reduzir a quantidade dos ovos do parasita em até 98%. O medicamento é contraindicado para pacientes com menos de 4 anos.

A dose indicada é de 60 mg/kg em dose única para crianças de 4 a 15 anos, e 50 mg/kg em dose única para adultos.

O remédio Oxamniquine também pode ser utilizado nas seguintes doses: 15 mg/kg em dose única para adultos e 20 mg/kg em dose única para crianças com até 15 anos.

Atualizado em: 24/08/2017 na categoria: Doenças Infecciosas